Liga de Oração do Imperador Carlos para a Paz dos Povos
(Kaiser Kar
l – Gebetsliga für den Völkerfrieden)
A Liga de Oração do Imperador Carlos para a Paz dos Povos convida novos membros. Ela promove a canonização do Beato Carlos da Casa da Áustria que, como Imperador Carlos I e Rei Carlos IV, reinou no Império Austro-húngaro de 1916 a 1918.
Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até o fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, dado que uma religiosa estigmatizada, Madre M. Vinzentia Fouland, lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra sua pessoa. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a “Liga de Oração para a Paz dos Povos”, que introduziu sua Causa de Beatificação em 1949 e que, desde em 1963, obteve o reconhecimento da Igreja como uma comunidade de oração. Através de sua vida e morte, o Imperador Carlos tem animado e fortalecido a fé de muitas pessoas. Inspirada por sua espiritualidade, a Liga de Oração para a Paz dos Povos continua a rezar ainda hoje.
Carlos da Áustria nasceu aos 17 de agosto de 1887, no Castelo de Persenbeug, na região da Áustria Inferior. Seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefa da Saxônia, filha do último Rei da Saxônia. O Imperador Francisco José era tioavô de Carlos.
Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Sagrado Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração.
Aos 21 de outubro de 1911, casou-se com a Princesa Zita de Bourbon-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito de morte, Carlos dizia ainda à Zita: “Amo-lhe infinitamente!”
Aos 28 de junho de 1914, após o assassínio num atentado do Arquiduque Francisco Ferdinando, Herdeiro Presuntivo, Carlos torna-se Herdeiro Presuntivo do trono do Império Austro-húngaro. Enquanto se alastrava a Primeira Guerra Mundial, com a morte do Imperador Francisco José, aos 21 de novembro de 1916, Carlos torna-se Imperador da Áustria. Aos 30 de dezembro, é coroado Rei Apostólico da Hungria.
Também esta tarefa é vista por Carlos como uma via para seguir a Cristo: no amor pelos povos a ele confiados, no empenho pelo seu bem e no dom de sua vida por eles.
O dever mais sagrado de um Rei – o empenho pela paz – tornou-se o ponto principal dos esforços de Carlos no decorrer da terrível guerra. Único entre todos os responsáveis políticos, apoiou os esforços para a paz de Bento XV.
No que diz respeito ao governo interno, mesmo nestes tempos extremamente difíceis, ofereceu larga assistência a seus povos e deu-lhes exemplo sancionando uma legislação social, inspirada no ensinamento social cristão.
O seu comportamento evitou uma guerra civil durante a transição, no pós-guerra, para uma nova forma de governo. Todavia, foi banido de sua pátria.
A desejo do Papa, que temia a implementação do poder comunista na Europa Central, Carlos procurou restaurar seu governo e voltar para o trono da Hungria. Duas tentativas falharam, porque ele queria, a todo custo, evitar que se desencadeasse uma guerra civil. Carlos, então, é mandado em exílio para a Ilha da Madeira. Uma vez que ele considerava a sua tarefa como um mandato de Deus, não pôde abdicar do seu cargo.
Viveu com sua família na pobreza, numa casa bastante úmida. Aí, Carlos adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos. Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos os que o tinham tratado com injustiça e morreu no dia 1º de abril de 1922, com o rosto a espelhar santidade. Como recordou ainda no leito de morte, o lema de sua vida foi: “Todo o meu empenho sempre foi reconhecer claramente, em tudo, a vontade de Deus e segui-la da maneira mais perfeita”.
Aos 3 de outubro de 2004, o Papa João Paulo II beatificou o Imperador e Rei Carlos.
Os membros da Liga de Oração procuram seguir o exemplo do Beato Imperador Carlos:
buscando e cumprindo a vontade de Deus em sua vida quotidiana;
trabalhando pela paz e a justiça em todos os âmbitos da vida, desde a família até a comunidade inteira;
pedindo perdão e oferecendo, em caráter vicarial, atos de expiação a Deus por todas as injustiças cometidas ao longo da história, i.e., não deixando Cristo sozinho no Horto das Oliveiras e no Gólgota, mas antes carregando com ele o fardo dos outros mediante a oração, o serviço ao próximo e o sacrifício. Com isto em mente, comprometem-se a:
rezar a oração da Liga todos os dias;
oferecer, ao menos uma vez ao mês, a intenção da Santa Missa de acordo com seu estado de vida;
participar, sempre que possível, da peregrinação anual da paz, das Missas, dos exercícios espirituais, conferências e outros eventos da Liga de Oração;
promover a Causa de Canonização do Beato Imperador Carlos.